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O que é o Pix

"Opa, me faz um Pix aí. Cai na hora!”

A frase acima, com certeza, será bem comum entre as pessoas em um futuro não tão distante. Vamos conhecer mais sobre esta ferramenta que deixará claro que DOC e TED são tecnologias ultrapassadas.

O que é Pix?

O Pix - Pagamento Instantâneo do Brasil, é uma plataforma que está em desenvolvimento pelo Banco Central do Brasil (BC) desde 2018 e visa revolucionar os métodos de pagamentos existentes hoje em nosso país. Sua premissa é prover transferências entre pessoas físicas e/ou jurídicas em, no máximo, 10 segundos. Se este tempo é muito para você, atente-se que eu usei as palavras “no máximo”, pois, a expectativa de seus desenvolvedores é que transferências concluídas em 3 e 4 segundos sejam a grande maioria dos casos.

O nome Pix surgiu como forma de homenagem ao pixel (até hoje o menor elemento de uma imagem, portanto, um ponto indivisível) indicando a solidez que o sistema terá.

A disponibilidade prometida é de 24/7/365 - 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Segundo o BC, além da velocidade e disponibilidade, a plataforma também é pautada em conveniência, segurança, ambiente aberto, multiplicidade de casos de uso e fluxo de dados com informações agregadas.

Principais pontos

Sobre conveniência e segurança, podemos citar um exemplo de pagamento de algum produto ou serviço por meio da leitura de um QR Code, sem precisar digitar números, sem pegar em maquininha, sem pegar papel etc… Você somente vai ler o QR Code, aguardar a confirmação de pagamento para a parte recebedora e pronto. Em menos de 10 segundos você pagou por algo (uma pipoca ou um cachorro quente, por exemplo), sem que precisasse colocar a mão na carteira para pegar cartão ou dinheiro;

Em multiplicidade de casos de uso, podemos citar que a plataforma poderá ser usada desde um carrinho de pipoca, transferências bancárias e até contas de serviços básicos e com vários métodos de pagamentos;

Na questão do ambiente aberto, ela poderá ser implementada pelas empresas provedoras de pagamento que se interessarem em fazê-la (mais abaixo há casos em que as instituições serão obrigadas a oferecer o serviço).

Pense só na seguinte situação: você está em casa, em um domingo, às 00:00 horas, e lembra-se que não pagou o seu primo do conserto do notebook. Prometeu que o dinheiro estaria na conta dele na data de ontem (sábado), e esqueceu completamente. Você o chama no WhatsApp e ele (para sua surpresa!), prontamente responde:

00:00: - “Opa, tudo bão? Viu, onde eu posso mandar o valor do conserto do note?”
00:00: - “Tô bão demais, e vc?? Olha, pode mandar no meu e-mail mesmo emaildoprimo@consertapc.com.br.”
00:01: - “Tô bão também! Tô te fazendo um Pix aqui pra este endereço”
00:01: - “Ok!”
00:01: - “Foi”
00:01: - “Uai que trem rápido, sô! Já chegou aqui! Brigadão hein!”
00:02: - “Eu que agradeço! Meu note ficou 10!”

Neste exemplo, temos uma jornada do usuário simples e prática: inseriu uma chave de endereçamento do destinatário - e-mail, em nosso caso -, no aplicativo de pagamento, conferiu nome e valor e confirmou a transação. O recebedor já conferiu que o valor caiu quase que instantaneamente em sua conta. Débito quitado.

QR Code, chave de endereçamento… Tô confuso… O que é tudo isso?

A nova plataforma aceitará vários tipos de tecnologias amplamente populares como forma de facilitar a identificação e a transação entre as partes envolvidas.

Chave de endereçamento: poderá ser um número de telefone celular, CPF/CNPJ ou um endereço de e-mail e servirá para identificar as pessoas (físicas ou jurídicas), envolvidas nas transações.

Quem quiser pagar uma conta, poderá digitar, em um aplicativo que aceite o Pix, o número de celular, por exemplo, da pessoa ou empresa para a qual ele quer efetuar um pagamento. A partir daí o aplicativo busca os dados do destinatário e mostra em tela, para conferência. Checando os dados e confirmando o pagamento, o dinheiro vai quase que instantaneamente para a conta vinculada ao número de celular digitado.

QR Code: são códigos de barras em 2 dimensões (quadrados), e também serão aceitos pelo Pix. Leu o código, conferiu os dados, confirmou o pagamento, pronto! Pago!

Visando ainda mais comodidade, a plataforma Pix aceitará, além de QR Codes estáticos, também QR Codes dinâmicos, indicando que o aplicativo poderá gerar um novo código a cada nova transação. Códigos estáticos serão fixos para todas as transações e é mais indicado para pessoas físicas, prestadores de serviços e pequenos varejistas.

O novo sistema de pagamentos também aceitará transações processadas por aproximação, como por exemplo, NFC (Near Field Communication).

O Pix será um aplicativo, então?

Uma informação importante é que o Pix não será um aplicativo, ele será um serviço, uma plataforma que atende aos aplicativos de instituições financeiras que tenham ele como sistema de pagamento.

Entrando mais na parte técnica, o BC proverá 2 ferramentas:

1.    Uma será a plataforma de liquidação de transações, que é a responsável por pegar o valor da conta no banco do pagador e transferir para a conta no banco do recebedor;

2.    A outra ferramenta será a base de endereçamento, que tem como chaves válidas, até o momento, as informações de e-mail ou CPF/CNPJ ou número de celular. Assim será possível vincular uma conta do “Banco da Esquina” ao seu CPF e quando alguém inserir o seu documento do aplicativo para te fazer uma transferência, usando o Pix como modo de pagamento, esta aplicação irá buscar as informações referentes àquele número na base de endereçamento do BC, retornando assim, seus dados para que ele possa conferir e prosseguir com a transação.

E quando começa a funcionar?

O BC já está testando o serviço com contas e valores fictícios e planeja colocá-lo em vigor em Novembro de 2020. Até lá, bancos e fintechs que tenham mais de 500 mil contas ativas serão obrigadas a adequar seu ambiente para oferecer o serviço de pagamento Pix aos seus clientes. Instituições com menos de 500 mil contas também poderão oferecer o serviço se quiserem, não sendo obrigadas a fazê-lo logo que ele for lançado.

Fiquemos atentos, pois, também tem muita notícia boa correndo por aí!

#VaiBrasil! #FéNoBem!

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Autor: Túlio Pires
O que é o Pix
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